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Entrevista | Barry White Gone Wrong

    BWGW : “Olá, muito prazer…somos os Barry White Gone Wrong !”


  
  Os Barry White Gone Wrong são uma ideia de
Peter De Cuyper durante uma viagem a Oslo. As suas influências são tão vastas
como o próprio mundo: desde que produza um som é passível de ser aproveitado,
contudo podemos inserir os BWGW num ambiente mais direcionado aos blues, rock e
funk.

   Desde que
começaram a compor, em Novembro de 2010, já lançaram um single (“Glamour Road”,
com 2 músicas e um remix, saído em Junho de 2011). Preparam-se para espalhar a
sua energia pela Europa e lançar um EP ou um álbum em breve.
  O Made
In Portugal esteve à conversa com o vocalista, Peter de Cuyper, que nos falou
um pouco sobre os BWGW e os seus planos para o futuro. Confira!
Made
In Portugal (MIP)- Como surgiram os Barry White Gone Wrong?
Peter
De Cuyper (PDC)-
Nunca pensei que ia começar uma nova banda, a ideia era
fazer uma banda com 3 elementos, uma coisa simples e prática…mas não consegui.
Numa viagem a Oslo encontrei os futuros elementos e depois no regresso fiquei
tão entusiasmado que convidei mais 3 elementos e como resultado fizemos o
primeiro concerto com 9 em palco !!!
MIP- Para quem ainda não ouviu falar de
vocês, como se apresentariam?       
PDC- Olá, muito prazer…somos os Barry
White Gone Wrong !
MIP-  Em 2011 lançam o vosso primeiro single Glamour Road que rapidamente começa a
ser tocado nas rádios. Que mensagem é que se pode extrair deste tema?
PDC-
Escrevi a letra já há uns anos, penso que  8 ou 9, mas juntei mais um verso em 2010 e
senti que só aí é que estava pronta.
Fala sobre o facto que a vida noturna,
especialmente para quem trabalha no showbiz, é muito glamurosa mas também é
muito traiçoeira. É preciso manter os pés no chão e compreender que é tudo
muito divertido mas que não é bem a vida real. 
Temos que fazer a escolha certa e filtrar os acontecimentos e pessoas ou
como disse o Spike Lee: Do the right thing ! Fala também da minha necessidade
de atuar e de atenção e que se calhar tenho essa necessidade para compensar e vingar
uma juventude pouco feliz.
MIP-
Com apenas duas músicas originais começaram a ter solicitações para atuações ao
vivo. Como correram os primeiros concertos? 

PDC- Exato, eu marquei 3 ou 4 concertos
e só havia duas músicas (risos), foi uma boa estratégia por que fomos obrigados a
trabalhar mais. A primeira atuação foi na Festa do Avante e correu muito bem : nós,
a organização e o público gostaram. Há muito tempo (desde Novembro de 2006) que
não pisava um palco e parecia um peixinho na  água… fiquei logo viciado de novo. 
MIP-
Atualmente quais são os elementos da banda?
PDC-
Eu Peter de Cuyper »Voz
Nuno Gelpi » Baixo
Miguel Décio » Guitarra e voz ( e que voz
!)
Mário Moral » Guitarra e voz
Luís Matias 
» saxofone
De momento não temos um baterista fixo, só
este ano tocamos com 3: Sérgio Lopo, João Portela e Tiago Albuquerque. Em Setembro
iremos fazer um “casting” para um novo baterista.
 A
nossa backing vocals, Jessy 2, voltou para Alemanha e tenho muita pena disso. Ela
era perfeita dentro do grupo, gira, simpática e sabia cantar! Estamos todos com
saudades dela e vai ser difícil substituí- la ,mas não impossível. Ela
costumava cantar uma música da autoria dela durante os concertos, acompanhada apenas
pelo baixo. Gravámos essa música antes da partida dela, podem ouvir “Jessy’s
song” no nosso soundcloud (http://soundcloud.com/bwgw/bwgw-jessys-song) e no Facebook  também.
MIP-
Sendo um grupo relativamente grande não surgem conflitos nem divergências de
ideias aquando o processo de composição?
PDC
Não porque as músicas não são feitas em conjunto, trabalhámos no máximo  com 3 pessoas nas musicas novas, normalmente 2
– compor em grupo é complicado e muito mais demorado. 
As primeiras músicas surgiram na guitarra
do meu filho: eu tocava 2/3 notas e encaixava a letra , gravava com telemóvel e
enviava para o Nuno e ele na caixinha mágica dele (mac) traduzia aquilo para
música de verdade e depois, pouco a pouco, juntávamos os outros instrumentos.
MIP –
Dizem que as vossas influências não provêm apenas da música. Podem dar outros
exemplos? 
PDC-
Posso por exemplo encontrar uma melodia num som ambiental ou no barulho que
a estrada faz quando conduzo, o vento, as máquinas das obras ou na maneira que
certas pessoas falam. Tudo o que produz um som serve. Até a Alexandra Lencastre,
e a forma que ela dizia uma frase numa publicidade, inspirou-me para uma
melodia.
MIP-
Referiram, também, o objetivo de incluir outros nomes nos vossos concertos. Com
quem gostariam de colaborar? 
PDC-
Já tivemos uns convidados em certos concertos sim. A Carolina Torres fez backings na Festa do Avante, fizemos uma
“mini mini” digressão de 3 concertos em dois dias e levamos connosco o Charles
Sangnoir do “la Chanson noire”: ele
fez a primeira parte e eu cantei uma música com ele, a “The Helping Hand “. Em
breve também irá ser lançada esta música e mais algumas, mas noutro projeto:
Barry Light. A ideia é gravar 7/8 músicas todas com só um instrumento e a minha
voz, no caso do Charles será o piano. 
MIP- Está
nos vossos planos levar música dos BWGW além-fronteiras?

 PDC- De certeza que no próximo ano faremos
uma mini digressão no norte da europa (Bélgica, Holanda e Alemanha) e Espanha
também. Não há datas concretas ainda, mas irá acontecer.
MIP-Têm
outros projetos para o futuro, por exemplo, o lançamento de um álbum?
PDC-
Sim, mas no futuro próximo vamos lançar mais um single, provavelmente a Hard Times em conjunto com um videoclip.
Penso que em meados de setembro já será lançado. Relativamente a um álbum ou EP
apenas no início do próximo ano.
MIP-
Como definem atualmente a música em Portugal?
PDC-
Há de tudo para todos, vejo muita gente a fazer música, dança, folclore,
rock, blues , reggae etc etc e isso é bom
“the more the marrier”
!  Contudo tenho
pena que as bandas mais “alternativas” ou de rock não consigam marcar mais
concertos pagos: não entendo como não há o hábito ir ver projetos novos que
ainda não são conhecidos. 
Honestamente pensava que ia conseguir
marcar mais concertos com os BWGW este verão. 
Atenção: não estou a fazer queixinhas, não gosto de queixinhas … começamos
a tocar em Setembro 2011 e tem corrido bem…devagar iremos chegar a todo lado.
Mas a música portuguesa esta a passar uma
boa fase, ouve se cada vez mais qualidade tanto cantado na língua de camões
como em inglês e penso que muito rapidamente isso vai tornar algumas bandas internacionais,
vou dar dois exemplos de bandas que estou convencido que vão fazer furor lá
fora : Richie Campbell e os The Black Mamba. E espero poder juntar os BWGW a
estas duas bandas excelentes.
Pode
acompanhar a banda em:

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