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Entrevista | The Big Church of Fire

  The Big Church of Fire são um trio lisboeta – formado por José Almeida, Luís Melim Pereira e Pedro Ferreira -cuja sonoridade abarca o Rock, Blues, Western Folk e Neo-psychedelia.

  As suas influências passam por grandes nomes da cena musical dos anos 50 e 60 como  Johnny Burnette, Bill Back Combo, Charlie Feathers ou Johnny Cash e, até referências mais antigas, como é o caso das bebidas Jack Daniels  Constantino – produtos, sem dúvida, de grande inspiração musical.

  Em 2009 gravaram, nos EUA, o EP For Tura With Love – uma referência à atriz Tura Satana, ela própria um ícone dos anos 50. No próximo dia 17 irão incendiar o Palco do Paredes de Coura num concerto, que se adivinha, ser, no mínimo, de temperaturas altas. O Made In Portugal esteve à conversa com os membros “desta igreja”.

Made In Portugal – Como nasceram os The Big Church of Fire?


The Big Church of Fire – Os Big Church foram criados por mim (Luís) e pelo Zé, apenas com a ideia de fazer músicas para consumo próprio. Nós fazíamos umas longas jams, gravávamos uma série de ideias e depois ficávamos a curtir e a ouvir o que funcionava, o que saía bem… Mais tarde começamos a colocar músicas online e foi aí que apareceram os primeiros convites para tocar ao vivo.

O Pedro é amigo de longa data do Zé e esteve connosco no início. Entretanto ausentou-se do país daí que tivemos algumas formações alternativas e colaborações com outros músicos pelo caminho. Agora estamos de volta à casa de partida com os três juntos novamente.

MIP – Para quem ainda não vos conhece como definiriam o vosso estilo musical?


TBCOF– Um rock que vai beber às mesmas referências dos Cramps, do Johnny Cash, dos Jon Spencer Blues Explosion, dos Heavy Trash, dos Tédio Boys, Link Wray.. é por aí.

MIP – Tiveram oportunidade de gravar o vosso primeiro EP, For Tura With Love, nos EUA com Matt Verta Ray. Como descrevem essa experiência?

TBCOF– Foi por puro acaso que o Sr. Paulo Furtado (Tédio Boys/Legendary Tigerman/Wraygunn) nos deu o contato do Matt. Isto foi a meio de uma conversa sobre importação doméstica de guitarras, no contexto de uma viagem que fizemos aos EUA em 2009. O Matt é um grande amigo do Sr. Furtado, os Tédio Boys chegaram a gravar com ele.

Nós na altura também tínhamos agendado um concerto no Lakeside Lounge, em Nova Yorque. Por acaso depois viemos a saber que o Lakeside era um bar conhecido do Paulo, segundo ele com a melhor jukebox da cidade. Foi no meio de tanta coincidência que pareceu tudo normal.

O trabalho em estúdio foi uma grande experiência de aprendizagem. Nós que até lá apenas tínhamos feito gravações às três pancadas num portátil, de repente vemo-nos num estúdio a sério em plena downtown NY, com gravação em fita analógica, guitarras e amplificadores vintage e anos de experiência do Matt. Os dias de gravação foram também uma oportunidade de desenvolver uma amizade. Foram uns belos dias, sim senhor.

MIP – Como tem sido a receção do público ao vosso trabalho?

TBCOF– É curiosa. Nós não temos propriamente uma sonoridade de massas, por isso é sempre bom quando conseguimos ter um género de público que sintoniza com o nosso universo sonoro.
Dá sempre ânimo para continuar a fazer o que fazemos e estamos sempre a aprender, isto de fazer música é também uma arte de tirar ideias da nossa cabeça e passá-las para quem ouve. Vamos evoluindo com o tempo sobre a melhor maneira de passar a mensagem.

Também já tivemos boas opiniões de alguns radialistas e músicos que muito respeitamos, como por exemplo o Sr. Nuno Calado e Sr. Zé Pedro, o que é um grande motivo de orgulho para nós.

MIP – Vão atuar no Paredes de Coura, dia 17, no mesmo dia do regresso dos Ornatos Violeta. Quais as vossas expetativas?

TBCOF– Regressam os Ornatos Violeta, tocam os enormes Dead Combo, os Ladrões do Tempo, os Capitão Fausto, os Quelle Dead Gazelle (para nós uma revelação). Nos outros dias tocam p. ex. os Paus, o B Fachada, os Elektra Zagreb (outra revelação) … tudo bandas nacionais de grande qualidade.
Isto para nós é um prazer enorme, nós vamos para lá apenas com a intenção de ver concertos, conviver e fazer parte do Festival.

Mas perguntas por expectativas … isto com tanta banda nacional boa, achamos que está na altura de começar a exportar rock n rol!

Fique a conhecer mais da banda em:

http://www.facebook.com/thebigchurchoffire

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