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Entrevista | Throes + The Shine falam do novo disco «grande exploração de melodias, texturas e sons»

“Mambos de Outros Tipos“ é segundo disco dos Throes + The Shine.
Este álbum foi gravado e misturado no Estúdios Sá da Bandeira, no Porto, entre Janeiro e Fevereiro deste ano, com a produção de Cláudio Tavares e a própria banda, tendo a masterização ficado a cargo de Miguel Marques, nos Bender Mastering Studios.

Made in Portugal: Comecemos pelo início: como é que os Throes + The Shine se juntaram?
Throes + The Shine: Os Throes + The Shine juntaram-se por um mero acaso. Conhecemo-nos numa noite em que ambas as bandas tocaram no Plano B e o Diron e o André acharam imensa piada a uma música de Throes que tinha um ritmo mais virado para o kuduro. Palavra puxou palavra e passado uns meses estávamos a ensaiar e a criar músicas para um primeiro concerto. O resto, como manda o cliché, é história.

MIP: “Mambos de Outros Tipos” é o vosso segundo disco. Podemos considerar que Throes + The Shine já não são duas bandas, mas sim uma só?
T. + T.S.: Plenamente, não há um pensamento distinto, funciona tudo como uma unidade e o projeto apresenta uma grande coesão nesse aspeto, especialmente em relação à altura do lançamento do nosso primeiro disco.

MIP: Como definem o disco “Mambos de Outros Tipos”?
T. + T.S.: É um disco de amadurecimento para nós. Não é uma partida radical da nossa sonoridade, mas houve uma grande exploração de melodias, texturas e sons que são bastante diferentes do “Rockuduro”. As influências que todos trouxemos também foram muito distintas e a abertura de mentes e a confiança que temos uns nos outros também nos levou a querer arriscar mais. Acima de tudo, achamos que é um disco que refina o nosso som e que nos abre portas para experimentarmos ainda mais coisas no futuro.

MIP: Como é que o processo de composição se desenrola entre vós? Os temas surgem em conjunto?
T. + T.S.: Depende muito. Há músicas que surgem de um riff de guitarra ou sintetizador que vem de casa, outras que surgem através de uma linha vocal, outras que surgem de ritmos. É um processo muito variado. Mas no final acaba sempre por haver uma decisão conjunta entre todos nós e uma composição assente em ensaios e pré-produção.

MIP: Juntar rock e kuduro era algo impensável, isto até aparecerem… podemos dizer que criaram um novo estilo musical, rockuduro?
T. + T.S.: Apesar de serem estilos melodicamente muito distintos, apresentam um caráter muito análogo, que é o fator energia. Ambos os géneros apresentam uma descarga muito grande e a base rítmica do kuduro acabou por ser muito fácil de converter para as roupagens que nós gostamos de aplicar. Claro que apresentamos mais dinâmica do que o kuduro clássico, uma vez que é sempre mais complicado uma banda manter uma estrutura de canção tão circular como na música mais electrónica. Tornar-se-ia uma repetição mais chata, o que não pode acontecer.
Quanto a termos inventado um género novo… É uma pergunta complicada. Nós nunca ouvimos nada semelhante, mas o mundo tem tanta gente e tantos projetos… Nunca se sabe o que pode andar por aí!


MIP: Como foi a atuação no conceituado Roskilde Festival, do ano passado, onde foram a única banda portuguesa presente?
T. + T.S.: Foi uma experiência excepcional e foi extremamente gratificante a confiança que o festival depositou em nós. Tocámos num dos melhores palcos do festival e em horário nobre. É uma situação que gostaríamos de repetir e continuar a explorar. Este ano iremos tocar num festival de dimensões bem generosas na França, o Rock Dans Tous Ses Etats, com nomes como Massive Attack, Interpol, Kasabian, MGMT, Dillinger Escape Plan e afins. É óptimo verificar que não foi um acontecimento isolado.

MIP: Até ao momento o que é que mais vos impressionou no vosso percurso musical?
T. + T.S.: A forma enfática como as pessoas responderam aos nossos concertos desde o primeiro. Tem sido extremamente recompensador!

MIP: A 24 de Maio atuam no Plano B no Porto. O que podem prometer para este concerto de apresentação?
T. + T.S.: Podemos prometer muita energia e dedicação. Queremos celebrar o nosso novo rebento com todo o amor que ele merece e com o maior número de pessoas possível.

MIP: Depois destes concertos viajam até à Suíça para realizar quatro concertos. O ano passado atuaram em vários países, este ano, avizinha-se a mesma situação? É sempre especial atuar no estrangeiro?
T. + T.S.: Sim, para este ano já temos concertos agendados para França, Suiça e Bélgica, com outros países em vista. Será uma continuidade do que foi feito no ano passado, sem dúvida. E tocar é sempre especial, seja em Portugal ou fora dele. O que interessa são as pessoas, e tem sido excepcionais em todo o lado.

MIP: Um concerto vosso é sinónimo de…?
T. + T.S.: Festa, diversão e alegria ! É o que nós queremos, pelo menos.

MIP: De um modo geral como definem atualmente a música em Portugal?
T. + T.S.: A música em Portugal encontra-se num estado criativo muito bom. Os apoios e as estruturas são melhores, mas ainda há muito caminho a trilhar… As nossas experiências no estrangeiro só nos tem vindo a demonstrar essa necessidade.

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