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GNTK lançam “Adamastor”; canção de revolta pela floresta ardida

Três jovens músicos naturais de Leiria – Diogo Fernandes, João Correia (que formam o duo GNTK) e Joana Rosa – lançaram “Adamastor”, uma música de homenagem ao Pinhal de Leiria, ardido quase na totalidade no incêndio de dia 15 de outubro. Este tema tem tido bastante feed-back nas redes sociais pela forte mensagem/grito de revolta.

Trata-se, assim, de um grito de revolta, dando voz a todos os que as vozes tentam calar!

[LETRA] GNTK – Adamastor (Feat. Joana Rosa)

 

Eu vi a mata ser queimada com todo o rancor
Vi famílias desoladas sem nada mas dor
E nos olhos da desgraça vi o adamastor, o adamastor

Porquê?
Pergunta a toda hora quem chora…pela herança que outrora não foi lembrança
e agora na esperança de voltar a ver erguida a sua vida consumida pelas chamas chama por quem dê guarida
Casas em casos arrepiantes, nas brasas fulminantes por causas alucinantes
Abraço os manifestantes, à caça desses mutantes
Deixando os lenços brancos, aos nossos governantes

Agora são tantos os empresários com cursos de incendiários, sem custos mas com preçário,
concursos de milionários a fazer de nós otários que falam a nossa língua com cuspo no dicionário
Um fogo armado pra um povo que desarmado
Lutou pelo legado por Dom Dinis deixado então venha agora o sapatinho envernizado pisar o nosso legado no terreno infernizado

Não sei porque é que nos querem tirar a voz, o que querem de nós
x2

Agora vejo equipas de reportagens montagens sentimentais que estas desgraças nos trazem com
falsas abordagens por quem cria as nossas leis em mensagens mais vazias do que embalagens de lays
Deixo uma homenagem à coragem deste povo que usavam as próprias lágrimas só pra apagar fogo,
vendo as vidas destruídas neste jogo que pede sempre perdes pra recomeçares de novo

proclamados de come e cala, numa sala onde fatos de gala falam em factos que calam,
mas só calam quem tem palas ou pactos que valem bolsos mais cheios do que intactos sacos de pólen
Nós vamos renascer das cinzas tipo fénix,
Ouçam o que eu disse, tenho toda a fé nisso
Porque esta fama de país conquistador, já em tempos derrotou um adamastor

Da espada de Afonso Henriques, à enxada do zé povinho, marchar contra esses ricos que acabam
com este cantinho e sabem o que é mais triste é ver que pelo caminho ficaram mais do que contos
que os contos de verde pinho

Mas sempre combatentes ao cheiro que fumo emana, somos nós o orgulho desta a raça lusitana e
engana-se quem nos chama de cobardes na tristeza que eu bato de frente em quem bate à nossa mãe natureza

Não sei porque é que nos querem tirar a voz, o que querem de nós

Eu vi a mata ser queimada com todo o rancor
Vi famílias desoladas sem nada mas dor
E nos olhos da desgraça vi o adamastor, o adamastor
2x

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