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“The Poet’s Death”, o novo álbum de Mazgani já à venda
O concerto de apresentação de “The Poet’s Death”, o novo álbum de Mazgani, será no dia 18 de outubro no Teatro do Bairro, em Lisboa. A aquisição do novo álbum na FNAC garante o acesso ao concerto de apresentação. O concerto tem início às 21h30.
Para além dos formatos CD e digital, o novo álbum de Mazgani estará igualmente disponível em vinil, a partir do dia 20 de outubro.

Sobre o novo álbum de Mazgani, José Tolentino Mendonça refere:

“Há quem pense que a arte conversa com o presente. Há quem esteja convencido de que é ao futuro que a arte endereça a longa carta. Que completo engano! A arte é um altar levantado aos mortos. Acreditem: está tudo aí. Todos os poemas são elegias, mesmo se clandestinas. Todos os relatos, literários ou filosóficos, são orações fúnebres. Todas as imagens são flores para arder junto de um túmulo, ainda que vazio.
Este disco, The poet’s death, o que é? É um disco pop, claro. Mas é um livro de preces; um ritual a ser praticado dentro da floresta; o registo de uma estrela que atravessou, sem que ninguém visse, o céu em vertigem; o apelo sedento dos amantes no escuro. É um disco pop, claro. E não é só isso. É um manifesto político sobre a natureza da arte. É uma declaração de amor interminável.
Mazgani é o grande cantor da sua geração. Quem ainda não o descobriu tem agora a oportunidade.”

Gravado e misturado por Nélson Carvalho nos Estúdios Valentim de Carvalho, o novo registo de originais de Mazgani foi co-produzido pelo músico e por Peixe (Ornatos Violeta), que também contribuiu na gravação de guitarras e teclas. Em estúdio, Mazgani contou também com Victor Coimbra no baixo e Issac Achega na bateria.

Sobre a capa do álbum

O artwork da capa de “The Poet’s Death” ficou a cargo de Michelle Henning, responsável por igual trabalho em álbuns de artistas como PJ Harvey (Let England Shake e Hope Six Demolition Project) e John Parish (Screenplay). O retrato é da autoria de Rita Carmo.

Mazgani - The Poet’s Death

Mazgani – The Poet’s Death

“I was delighted to be asked to design the cover for Mazgani’s new album as I am a big fan of his music. The songs immediately conjured a definite atmosphere, certain colours and a specific time of day. Mazgani and I agreed I would experiment with cyanotype – an old photographic process that produces white silhouettes on deep blue backgrounds. I made cyanotype images of plants and insects, which in the end were made into more fluorescent, modern colours and placed in the night sky on the back and inside cover. The music, the lyrics, and Rita Carmo’s portrait of Mazgani inspired the atmosphere of the whole design.” – Michelle Henning

 

Mazgani estreou recentemente o segundo single, que dá nome ao álbum, cujo videoclipe ficou a cargo de Joana Linda:

“A primeira vez que ouvi esta música senti uma urgência, uma necessidade de movimento constante, como se o protagonista da canção estivesse a fugir de alguma coisa. Depois de conversar com o Shahryar e de ele me falar um pouco sobre a letra, percebi que era essa a minha reação à morte. O vídeo é por isso uma fuga, uma fuga à morte, à nossa impotência quando confrontados com ela, e ao mesmo tempo uma constante busca pelo que está do outro lado, pelo que pode vir e existir. É sobre o momento em que as duas coisas se fundem.” – Joana Linda

 

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