O álbum de estreia de Bandidos do Cante, o quinteto de Beja, marca o arranque do novo ano, depois de em 2025 terem apresentado as primeiras canções do disco — com as quais percorreram o país de Norte a Sul por dezenas de palcos.
Depois de fecharem o ano com chave de ouro, ao lançarem “Primavera” com António Zambujo enquanto single de antecipação do primeiro álbum de originais, é logo no arranque deste novo ano que os Bandidos do Cante apresentam o seu disco de estreia. Composto por oito faixas, entre as quais as já conhecidas “Amigos Coloridos”, “Já Não Há Pardais no Céu”, “Tanto Tempo” e “Primavera”, o novo trabalho do grupo alentejano cumpre a promessa de honrar a tradição que os moldou, dando-lhe a roupagem da modernidade que lhes compete.
Se nessas primeiras canções lançadas enquanto colectivo oficialmente formado já era o Cante Alentejano a base da abordagem pop à música tradicional que se propõem a reinventar, Bairro das Flores vem reafirmar essa proposta de contemporaneidade ao som que os formou enquanto grupo de cantautores. Nestas primeiras oito composições originais, o quinteto de Beja composto por Miguel Costa, Duarte Farias, Francisco Raposo, Luís Aleixo e Francisco Pestana reivindica a herança que lhes serve de bagagem, sem perder o Norte à inovação artística que os tem distinguido como uma das grandes surpresas que a música alentejana havia reservado para esta sua nova fase.
De Norte a Sul também se tem feito esse caminho de afirmação a passo largo, com dezenas de actuações em nome próprio carimbadas pelos Bandidos do Cante — às quais se somaram participações em concertos de Buba Espinho, D.A.M.A, Luís Trigacheiro e Diogo Piçarra. Do MEO Arena, a convite do trio formado por Miguel Coimbra, Francisco Pereira e Miguel Cristovinho, ao Teatro Municipal de Beja Pax Julia, onde encerraram um ano de espectáculos com uma dupla data lotada em casa, 2026 reserva-lhes certamente muito mais no que toca a actuações ao vivo. Ainda para mais, com um novo álbum e canções inéditas por cantar.