xtinto apresenta “Vento”, disponível em performance ao vivo e em exclusivo no canal de Youtube da FILTR e a gravação original, disponível em todas as plataformas digitais.
” Vento” é novo tema de avanço do álbum “Em sonhos, é sabido, não se morre”, cuja edição está marcada para 20 de fevereiro de 2026 e que já se encontra em countdown no Spotify.
Sobre o tema, o artista partilha: “O final perfeito. Criada em Ourém, obviamente. Com pedaços de letras que rascunhei e o instrumental, completamente divinal, feito pelos meus amigos Samuel Louro, Lunn e Guilherme Simões. A voz cansada, que nunca mais consegui replicar e que, portanto, foi a que ficou na versão final. Não há como replicar momentos destes. Para culminar um álbum de que me orgulho bastante, nada melhor do que um solo do saxofone endeusado do Tomás Martin. A canção fala por si — é um final não muito feliz, mas muito bonito.”
xtinto – Vento [LETRA]
[Refrão]
A lua encheu com os olhos dela nessa noite
E a garrafa que eu trazia foi ficando à vontade
O cheiro ainda hoje o sei decor
Tinha côco e uns aromas ainda por inventar
Não pude evitar
Nessa noite era mais Vénus do que Marte
Ontem já era tarde
Amanhã somos mais velhos um bocado
[Hook]
Ela de dedos róseos, pelos cabelos
Foi curando o que em mim era gestos menos dóceis (hm)
Tornando os meus medos mais óbvios
Pesadelos e traumas que enfim já se tornam fósseis
[Verso]
Eu lembro-me de estarmos só parados
Ver a chuva em cascata pelo pára-brisas
E as escovas do carro a fazer piscinas
Alheios ao mundo todo logo em plena pandemia
E eu a pensar, míuda eu quero ser aquele com quem confinas
Tipo p’ó resto da vida
Contigo os semáforos ganharam outra rotina, eles
Coram quando passas só me’mo p’a ver se paras e ficas
A ver se travas e fincas o pé
No pedal do meio, me’mo sem carta tu brincas
Nada me farta e sabias
Já eras tudo o que eu quis antes de nos ver a florir p’os dias
Como se dum par de crisântemos se tratrasse
Com outra estava todo baço
E a conversa era um fiasco e “etcétera, ‘tass”
Mas tu sabias ser melhor que a solidão, então ficaste
Melhor do que o silêncio, melhor do que os meus gatos
Tinhas de causar incêndio e nem sabes o quanto ardes
Debaixo destas pálpebras, debaixo das palavras que eu decido dar-te
Tu és o meu tipo de arte
E eu só vinha lembrar que
[Refrão]
A lua enchia com os teus olhos nessa noite
E a garrafa que eu trazia foi ficando à vontade
O cheiro ainda hoje o sei decor
Tinha côco e uns aromas ainda por inventar
Não pude evitar (não pude evitar)
Nessa noite era mais Vénus do que Marte
Ontem já era tarde (ontem já era tarde)
E amanhã somos mais velhos um bocado
[Hook]
Ela de dedos róseos, pelos cabelos
Foi curando o que em mim era gestos menos dóceis (hm)
Tornando os medos mais óbvios
Pesadelos e traumas que enfim já se tornam fósseis