BÁRBARA BANDEIRA APRESENTA VIDEOCLIPE DE “MANEL” [LETRA]

Estimated read time 2 min read

Bárbara Bandeira lança o seu mais recente videoclipe do single “Manel”, um dos temas do seu mais recente EP, “Lusa: ato II”. Durante as gravações do projeto que homenageia a portugalidade, a artista cruzou-se com relatos marcantes, conhecendo pessoas e ouvindo memórias profundamente ligadas à ausência, à espera e sobretudo à identidade portuguesa.

Foi aí que a artista descobriu a história de Maria e Manel, a narrativa que serve de espinha dorsal a este novo tema.

Manel era pescador e partia para o mar. Maria, grávida, ficava em terra à sua espera. Num tempo sem comunicações, uma tempestade podia significar dias de silêncio e uma incerteza absoluta. Percebi que, para estas pessoas, a espera se tornava uma forma de amor, de medo, de fé e de resistência”, partilha Bárbara Bandeira.

Inspirada por esta narrativa real, Bárbara juntou-se a Buba Espinho para compor “Manel”. O resultado é uma canção com uma forte carga emocional, que assenta na tradição oral portuguesa, apresentada com uma abordagem totalmente contemporânea, mostrando que há sentimentos que atravessam gerações. A faixa conta ainda com um elemento inesperado, arrebatador e diferenciador: um coro alentejano exclusivamente feminino, que confere ao tema uma dimensão coletiva, ancestral, intimamente ligada à nossa identidade cultural.

BÁRBARA BANDEIRA – MANEL [LETRA]

Deixei os sonhos nas marés
Afoguei as lágrimas no peito
Vou esconder a dor no mar
E fazer a cama em que me deito

Vazia como a casa que deixaste
Maldita a corrente que te levou
Vou prender a dor ao mar
P’ra saber que voltas, meu amor

Quanto tempo o tempo tem?
Ai, o vento não traz mais que a saudade
Hoje o meu Manel não vem
Vou beber da solidão
Mas só eu sei a razão
P’ra ser dele ou não ser de ninguém

Enquanto não passa a tempestade
eu cá me apego ao que ficou
Se voltar a ver o mar
vou pedir que traga o meu amor

Quanto tempo o tempo tem?
Ai, o vento não traz mais que a saudade
Hoje o meu Manel não vem
Vou beber da solidão
Mas só eu sei a razão
P’ra ser dele ou não ser de ninguém

Já não volto a ver o mar
pois sei que não voltas, meu amor