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Entrevista | Patinho Feio apresentam-se com «rock honesto e de entrega total»

Para não estarem calados formaram a banda de rock Patinho Feio, no ano 2013, e esta sexta-feira lançam o primeiro álbum, intitulado “Para não se estar calado”, nas plataformas digitais.

Patinho feio - banda rock - Para não se estar calado

Como surgiram os Patinho Feio?
A ideia de formar a banda surgiu do António Justiça, que entre o dia-a-dia de música clássica e as visitas ao tango com os Trio Porteño não consegue estar parado no que concerne às lides do rock, decidiu então desafiar alguns velhos amigos para fazer eclodir o Patinho Feio.

E porque a escolha deste nome?
Talvez o imaginário proporcionado pelo conto de Anderson foi determinante na escolha do nome Patinho Feio, se calhar há um em cada um de nós.

Rock honesto e de entrega total

Como definem o vosso som?
Digamos que é um rock honesto e de entrega total. Por vezes cru, outras vezes mais rebuscado mas sempre em português.

Do que nos falam as canções?
Basicamente falam de sentimentos um tanto comuns a todos nós humanos. Falam de medos, angustias, incoerências, incertezas, amor… Há uma carga emocional que gostamos de transmitir e que cada pessoa sinta um pouquinho daquelas palavras dentro de si mesma.

Desde cedo definimos como certo, cantar na nossa língua

São todas cantadas em português?
Sempre em português, isso foi algo que desde cedo definimos como certo, cantar na nossa língua. Há muitas bandas a cantar em inglês mas nunca quisemos que o Patinho Feio se chamasse “Ugly Duck” se bem que a título de brincadeira costumamos dizer que podíamos ter uma música chamada “bad poetry” ou um “porém” que podia ser “however”.

Patinho feio - banda rock - Para não se estar calado - discoDia 24 de junho lançam “Para Não Se Estar Calado”. Este era um disco que ambicionavam há muito lançar?
Dia 24 é a cereja no topo do bolo e isso foi permitido com a ligação à Farol Musica, é de facto algo que há muito ambicionávamos, acabámos por lançar o disco físico com uma edição de autor, no entanto, o digital é um passo muito muito importante para o Patinho Feio.

E de que influencias se serviram para a composição deste disco?
Todos temos gostos diferentes e variados no que toca a rock e isso acaba por se refletir na nossa música, em Portugal temos como referência uma grande banda, os Mão Morta. A nível internacional Smashing, Queens of the Stone Age… Mas aqui alarga-se um pouco o horizonte e cada um de nós terá um leque mais vasto de gostos e referência.

Alguma razão em especial para intitularem o disco com o nome “Para Não Se Estar Calado”?
Um pouco pelo que esteve na génese do Patinho Feio, há também uma das sete músicas que compõem o disco que aborda isso mesmo “…porém vá-se lá saber, às vezes fala-se para não se estar calado…” é uma vontade de nos fazermos ouvir/exprimir.

A nível de concertos, por onde irão andar?
Temos gerido a nossa agenda por nós mesmos o que faz com que os concertos vão aparecendo e não havendo por isso uma agenda muito alargada. Mas andaremos por aí porque o principal objetivo é continuar a tocar e a fazer música.

E o que podemos esperar de um concerto vosso?
Entrega, muita entrega e muito rock.

Continuar a tocar e a fazer música, até “para não se estar calado”

O que ambicionam para o futuro da banda?
Estamos otimistas com a saída do disco e encaramos o futuro com alguma expectativa, mas sem ilusões e com os pés no chão. O principal objetivo é continuar a tocar e a fazer música, até “para não se estar calado”.

Acompanhe Patinho Feio em: https://www.facebook.com/patinhofeiorockandroll/

 

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