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Reportagem | Paulo de Carvalho, o intemporal

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Foi com “Flor Sem Tempo”, tema que lhe valeu o 2.º lugar no Festival da Canção em 1971, que Paulo de Carvalho abriu o seu espetáculo “Intemporal”, no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, no passado dia 12 de abril. Um espetáculo único onde o músico e compositor interpretou temas que fazem parte dos seus 54 anos de carreira. Seguiu-se “Maria, Vida Fria”, “10 Anos”, “Abracadabra” e “Executivo”, temas que pertencem ao início de carreira do cantor.

Em palco Paulo de Carvalho fazia-se acompanhar por uma big band de 12 músicos, mas aquando de um reportório diferente – de fado – interpretou alguns temas acompanhado somente por José Manuel Neto na guitarra portuguesa e Carlos Manuel Proença na viola de fado.
“Desculpem qualquer coisinha”, tema que dá nome ao álbum que editou em 1985 e lhe valeu o primeiro disco de ouro, foi a primeira canção que se ouviu apenas com os dois músicos e Paulo de Carvalho em palco. Também pertencente a esse disco, interpretou “Balada para uma Boneca”. Continuando no reportório de fado interpretou quatro temas celebrizados por Carlos do Carmo, foram eles “O Homem das Castanhas”, “Os Putos” e “Lisboa, Menina e Moça”.

Concerto especial com convidados especiais. Mariza foi a primeira convidada da noite a subir ao palco e a interpretar em dueto com Paulo de Carvalho “Meu Fado, Meu Fado”, um dos temas de sucesso do reportório da fadista, interpretado por duas vozes únicas num momento que ficará celebrizado a quem assistiu ao concerto.

Outra das convidadas foi Mafalda Sacchetti, filha de Paulo de Carvalho. Momento comovente entre pai e filha com a canção “Mãe Negra”. Antes de subir ao palco o último convidado da noite Paulo de Carvalho interpretou “Beijo à Lua”. Segue-se depois outro dos momentos marcantes da noite com mais um dueto com um dos seus filhos, desta vez com Agir. “Meu Mundo Inteiro” foi o tema que de forma ternurosa ambos interpretaram.

A terminar o concerto Paulo de Carvalho interpretou outros dos seus grandes sucessos como “Meninos do Huambo”, “Gostava de Vos Ver Aqui” e “Nini dos Meus Quinze Anos”, e para dar por terminado o espetáculo não podia faltar “E Depois do Adeus”, tema com que venceu o Festival da Canção em 1974 e que é uma das canções que está associada à revolução dos Cravos. O público que se deslocou ao Teatro Tivoli e assitiu a hora e meia de espetáculo agradeceu de pé com uma forte ovação. Entre a plateia, para além de familiares, amigos e muitos admiradores de Paulo de Carvalho encontrava-se Pedro Passos Coelho, ex-primeiro ministro, acompanhado pela sua esposa.

Um espetáculo que ficará na memória de quem o assistiu, com um alinhamento que viajou por várias épocas e sucessos da carreira do músico e compositor. Intemporal é mesmo o nome que se adequa a este espetáculo e a Paulo de Carvalho, um artista que com as suas canções tem enriquecido a música em Portugal. Canções que nos tocam e que serão intemporais, tal como Paulo de Carvalho.

Do concerto há ainda a salientar a banda da qual Paulo de Carvalho se fez acompanhar teve direção artística de Agir. O ditado diz que filho de peixe sabe nadar e nesta família o ditado bem se aplica com a certeza de que o futuro da música está garantido com jovens talentosos como Agir.

Reportagem: Márcia Moura

 

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