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Reportagem | Rita Guerra – O Tivoli às voltas (c/ fotogaleria)

Foi um pequeno estalido ritmado que denunciou a presença de Rita Guerra na plateia do Tivoli. Entre velhos conhecidos (Júlio Isidro, Mikkel Solnado), o sempre leal clube de fãs e alguns iniciados, a cantora como que desfilou ao longo do corredor em direcção ao palco, cantando à capella parte do tema “Volta” do seu novo álbum, com o mesmo nome.

Um começo original para um concerto simples mas surpreendente. A acompanhar a cantora estavam apenas a bateria, com Gonçalo Santuns e o contrabaixo, com Pedro Pinto, as suas “meninas” como por diversas vezes os nomeou, em jeito de brincadeira e cumplicidade. E na verdade, foi também um concerto pautado pela diversão e descontracção. Rita Guerra estava em casa, e a plateia eram os seus amigos.

Aceitando o desafio de Luís Cabral, Rita cantou “Wish you were here” dos Pink Floyd, e encantou o público com a sua versão ao piano. Também cantou a sós “Make you feel my love”, gravada recentemente com Michael Bolton, motivo de grande honra e orgulho para a cantora. Faz parte do seu novo álbum, assim como as canções “A Transformação”, “Por ti eu espero” e “Tranquila”, que cantou e encantou durante a noite.

Mas como nem só de novidades se faz um concerto, a cantora revisitou velhas canções conhecidas do público como “Sentimento”, “Deixa-me sonhar” e “Secretamente”. Não faltou também a referência a Beto, com os temas “Acreditar” e “Cavaleiro Andante”, o público a acompanhar Rita como um coro bem afinado.

A cantora mostrou também que não se limita ao seu género musical habitual – brindou o Tivoli com três fados, com arranjos originais e que complementaram a sua voz na perfeição. Sentada na borda do palco, cantou “Nem às paredes confesso”, dedicada ao seu pai presente no espectáculo, acompanhada apenas do contrabaixo.
Com o piano e os seus músicos, puseram o Tivoli a rir com o fado “Embuçado”, enriquecido com pincéis e tinta azul; e já no encore, cantou “Barco Negro”, navegando pela plateia, apenas voz e percussão. A relação com o fado é para manter e acarinhar – a cantora prometeu que um álbum dedicado ao fado estará a caminho.

A sala do Tivoli tremeu com o público a pedir um último encore, e a cantora encerrou a noite com o seu novo single. Não era uma sala cheia a que esperava Rita Guerra no Tivoli, mas isso não a impediu de agradecer à plateia profusamente, com o seu sorriso contagiante. Mas nós é que agradecemos pelo concerto Rita, e aproveitando o mote do novo álbum – Volta!

Texto: Carolina Libório
Fotos: Ana Marques
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